Irmã Aparecida sobre Ceres (GO): “só posso agradecer pelas pessoas que encontrei e por tudo o que vivi”

Ao longo de sua vida religiosa, Irmã Aparecida Maria Guimarães dedicou-se com amor e compromisso à missão educativa e pastoral. Hoje, ela reside no Convento Sagrada Família, em Macajuba, mas em Ceres (GO), sua presença marcou gerações de alunos, educadores e agentes de pastoral, seja nos anos de atuação no Colégio Imaculada Conceição, seja no trabalho junto à Paróquia Imaculada Conceição e às comunidades da Diocese de Goiás. Foram mais de duas décadas de serviço, aprendizado e evangelização, inspirados pelos valores franciscanos.

Nesta entrevista, Irmã Aparecida relembra momentos marcantes de sua caminhada, os desafios enfrentados e as muitas graças vividas ao longo dessa missão. Com gratidão e alegria, ela compartilha um pouco de sua história, feita de presença, dedicação e fé.

Como a senhora chegou à missão em Ceres?
Fui transferida para Ceres em janeiro de 2004 para atuar no Colégio Imaculada Conceição. Ali vivi quase 11 anos dedicados à educação, em uma missão marcada pelo acolhimento, aprendizado e pela vivência dos valores franciscanos. Já trabalhavam no Colégio Ir. Maria do Socorro Rosal, que se aposentou em 2011; Ir. Jerônima, que era professora e foi transferida em meados de 2005, quando deu entrada em sua aposentadoria como professora; e Ir. Maria Guiomar, professora de História do Ensino Fundamental II. Todas nós, irmãs que trabalhamos no Colégio Imaculada, éramos concursadas da Secretaria Estadual de Educação. Havia também a Ir. Ângela Teresinha, professora aposentada, que prestava serviços voluntários no Colégio, além de muitas outras formandas, aspirantes e postulantes, que por lá passaram realizando estágio voluntário nos diversos departamentos e serviços da instituição.

Quais atividades desempenhou no Colégio Imaculada Conceição?
Atuei como professora de Geografia e Ensino Religioso, do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Também exerci a função de coordenadora pedagógica. Foi um período de intenso crescimento profissional e humano.

O que mais marcou esse período na educação?
A busca constante por uma formação integral dos alunos. O colégio não se preocupava apenas com a excelência acadêmica, mas também com a formação de valores, inspirados no carisma franciscano. Foi um verdadeiro tempo de graça de Deus.

Como foi a transição após a particularização do colégio em 2015?
Foi um momento difícil para todos: alunos, famílias, professores e funcionários. Muitos precisaram buscar novos caminhos. Eu passei a atuar em escolas públicas e, naquele mesmo ano, me aposentei após 32 anos de dedicação à educação.

Após a aposentadoria, como continuou sua missão?
Procurei me inserir cada vez mais na vida pastoral da Paróquia Imaculada Conceição. Desde agosto de 2015 comecei a colaborar em diversas frentes de evangelização e formação.

Quais pastorais e serviços marcaram essa etapa?
Participei da Pastoral do Batismo, Catequese, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Animação Missionária, Conselho Pastoral Paroquial, Infância e Adolescência Missionária, Ordem Franciscana Secular, Pastorais Sociais, entre muitas outras atividades de formação e acompanhamento das comunidades urbanas e rurais.

O que representou para a senhora trabalhar diretamente na pastoral?
Foi uma grande escola de aprendizagem. A Diocese de Goiás sempre valorizou a formação dos agentes de pastoral, o que contribuiu muito para meu crescimento pessoal e espiritual. Foi uma experiência extremamente gratificante.

Como a senhora define sua missão em Ceres?
Uma missão de presença. Procuramos estar próximas das pessoas, acompanhando comunidades, formando lideranças e ajudando na construção do Reino de Deus por meio da educação e da evangelização.

Quais irmãs compartilharam essa caminhada em Ceres?
Várias irmãs passaram por lá, dando sua contribuição nos trabalhos pastorais: Irmãs Maria da Paz, Maria Helena, Valdeci, Maria Ângela, Ângela Teresinha (morou várias vezes em Ceres, em anos diferentes), Rosimeire, Jerônima, Eurípedes e Edir, que ainda continua.

O que fica de toda essa trajetória?
Um profundo sentimento de gratidão. Foram 11 anos na educação e 9 anos na pastoral, experiências que me ensinaram muito e me permitiram servir ao povo de Deus. Olhando para trás, só posso agradecer pelas pessoas que encontrei e por tudo o que vivi.

Uma palavra que resume sua história em Ceres?
Gratidão. Gratidão a Deus, à Congregação, à comunidade educativa, à paróquia e a todas as pessoas que caminharam comigo ao longo desses anos.

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