Irmãs Franciscanas de Allegany

“Nós somos, nós não fazemos missão. Nós somos, por vocação, missão”, diz Irmã Cleusa Alves

Neste Mês das Missões, Irmã Cleusa Alves, que mora em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, compartilha a experiência das Santas Missões Populares realizadas na Comunidade Santa Dulce dos Pobres. A iniciativa reuniu lideranças, religiosas e padres em visitas às famílias, momentos de oração e bênçãos nas casas, o que em sua avaliação fortalece os laços comunitários e a formação de novas comunidades eclesiais de base.

Como surgiu a proposta de realizar as Santas Missões Populares na Comunidade Santa Dulce dos Pobres?

Irmã Cleusa Alves – Este ano está sendo muito especial porque nós decidimos, no planejamento paroquial, que nós íamos dedicar o mês de outubro à realização das Santas Missões Populares na Comunidade Santa Dulce dos Pobres. A Comunidade Santa Dulce dos Pobres é uma comunidade nova que está nascendo em loteamentos novos que estão surgindo na nossa paróquia.

Qual foi o principal desafio dessa missão?

Irmã Cleusa Alves -Foi um grande desafio, muito interessante, porque durante todo esse ano nós nos preparamos coletivamente para essa missão, para essa ação conjunta. E preparamos não com pessoas de fora, com missionários que vinham de longe, mas com as lideranças das nossas comunidades que abraçaram a missão, que se sentiram chamadas a ser missionárias na Comunidade Dulce dos Pobres.

Como foi a participação dos grupos missionários nas visitas às famílias?

Irmã Cleusa Alves – Então durante esse mês de outubro, que a missão ainda está acontecendo, nós conseguimos formar nove grupos missionários num conjunto de 27 pessoas. E esses grupos missionários realizaram a semana de oração missionária, visitando e rezando na casa de 63 famílias que abriram suas portas para nós.

Quais foram as atividades realizadas nas etapas seguintes da missão?

Irmã Cleusa Alves – Depois nos finais de semana seguintes, dia 11 e dia 18, nós ampliamos essa equipe com irmãs, com padres aqui da nossa região, do núcleo da CRB e com esse grupo nós também fomos abençoar as casas, fomos visitar novamente as famílias que queriam que a gente rezasse em suas casas. Nessa etapa foram 29 pessoas como missionárias e nós abençoamos 55 casas.

O que vocês descobriram durante as visitas às famílias?

Irmã Cleusa Alves – Nós descobrimos pessoas maravilhosas, com muitos talentos, descobrimos pessoas que estão necessitando de ajuda material, que estão numa situação que precisa de ajuda da comunidade. Pessoas que se conheciam mas que ainda não tinham se encontrado nesse novo loteamento e a missão permitiu que elas se encontrassem, rezassem juntas, partilhassem suas vidas, contassem como foi a luta para conseguir a sua casa naquele novo espaço.

Qual é o significado dessa experiência missionária para a senhora?

Irmã Cleusa Alves – Então a experiência missionária deste ano está sendo muito profunda e alegre, tanto para as pessoas que experimentaram ser missionárias quanto para as famílias visitadas. São muitos relatos emocionantes que a gente ouviu e a gente acredita que nós somos, nós não fazemos missão, nós somos por vocação missão, porque nós somos igreja em saída. Então essa experiência está sendo uma experiência muito fortalecedora, encorajadora, que nos traz muita esperança na formação das novas comunidades eclesiais de base e a gente agradece muito a Deus por essa experiência, pelas pessoas que abraçaram essa missão conosco.

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