Irmã Patrícia Reid dedica a vida ao cuidado humanizado na Santa Casa

Aos 88 anos, Irmã Patrícia Reid segue firme em sua missão de cuidar do próximo na Santa Casa de Misericórdia de Anápolis. Enfermeira, natural dos Estados Unidos, ela chegou ao Brasil há décadas e construiu uma trajetória marcada pela dedicação aos pacientes, pela formação de profissionais da saúde e pelo compromisso com o atendimento humanizado.

Na manhã desta terça-feira, dia 26, Irmã Patrícia acompanhava os trabalhos no setor de Quimioterapia da Oncologia, área que ela considera uma grande conquista para a instituição e para a população.

“Eu vejo uma maravilha para o povo de Anápolis e para a Santa Casa, porque antigamente a gente precisava mandar todo mundo para Goiânia, Brasília, para outros lugares. Muitas pessoas não tinham condições”, afirmou.

Ela destaca a estrutura oferecida atualmente pela Central de Quimioterapia, que proporciona acolhimento, organização e segurança aos pacientes. Segundo a religiosa, o atendimento vai além dos procedimentos médicos e precisa considerar a dimensão humana de cada pessoa.

“Aqui tem um ambiente formidável. O paciente sabe a data que deve vir, o tempo que vai ficar, tem acompanhamento. E quando há qualquer problema, basta procurar os profissionais. Acho tudo muito humano”, disse.

Para Irmã Patrícia Reid, o cuidado com pacientes oncológicos exige sensibilidade, escuta e respeito. Ela acredita que o preconceito e o medo em torno da doença precisam ser vencidos com acolhimento e empatia.

“Não é um lugar de câncer. É um lugar onde a pessoa está sofrendo e precisa do nosso apoio espiritual, mental e físico. É importante falar com o paciente como uma pessoa normal. Ele não é alguém de outro planeta”, ressaltou.

A religiosa também celebrou os avanços da Santa Casa na área da Oncologia e falou da expectativa pela implantação do serviço de radioterapia. “Vai ser uma maravilha para todos”, afirmou.

Com experiência em diferentes áreas da enfermagem, Irmã Patrícia atuou na maternidade, pediatria, centro cirúrgico, saúde pública e até em procedimentos anestésicos. Ao longo dos anos, aprendeu que a principal ferramenta de um profissional da saúde é saber ouvir.

“Na saúde, eu aprendi a escutar. O paciente é o mais importante. Médicos e enfermeiras são importantes, mas é preciso escutar bem o paciente”, destacou.

Ela também reforçou que o profissional de saúde deve unir competência técnica e humanidade no atendimento. “Nosso papel é respeitar, mas também ser a melhor enfermeira e o melhor médico possível. Não suporto alguém que trate mal o paciente”, declarou.

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