Em entrevista à Rádio 96 FM, a ministra regional das Irmãs Franciscanas de Allegany, Irmã Marinêz Arantes da Silva, destacou a importância de reconhecer a misericórdia de Deus ao longo dos 80 anos de presença da Congregação em Goiás.
Segundo ela, a história construída até aqui é marcada não apenas pela fé, mas também pela parceria e pelo compromisso coletivo. “É reconhecer toda a bondade de Deus presente nesse caminhar, junto a todas as pessoas que fizeram parte dessa trajetória, especialmente os frades franciscanos da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil, que nos convidaram”, afirmou.
Irmã Marinêz relembrou ainda o início da missão, em 1946, quando as primeiras religiosas deixaram seu país de origem para desbravar novos caminhos no Brasil. “Foi uma verdadeira aventura, marcada por coragem e confiança. Tanto os frades quanto as primeiras irmãs iniciaram paróquias e escolas, com uma ousadia evangélica que merece ser recordada”, destacou.
Com o passar dos anos, a atuação da Congregação se expandiu. O trabalho, que começou na área da educação, passou também a contemplar a saúde, com destaque para a Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, considerada uma das obras mais expressivas da presença franciscana em Anápolis; o trabalho realizado pelas Irmãs no bairro Paraíso, com os portadores de hanseníase.
A dimensão social também se consolidou como parte essencial da missão. “Ela acontece na prática, no dia a dia, e se fortalece por meio de programas sociais, como o NACRI, em Anápolis, que hoje está sendo administrado pela Nova Aliança; além das diversas missões desenvolvidas por onde as irmãs passaram”, explicou.
A ministra regional ressaltou ainda o apoio constante da comunidade ao longo dessa trajetória. “As pessoas sempre caminharam conosco, com um espírito de alteridade, solidariedade e humanidade, que faz toda a diferença”, pontuou. Por fim, Irmã Marinêz reforçou a importância de manter vivo o espírito do Evangelho. “É preciso retomar esse chamado, viver o Evangelho seguindo os passos de Francisco e Clara de Assis; e ser instrumento de paz no meio em que estamos”, concluiu.
