É quase impossível falar sobre a história da Educação na região Centro-Oeste e não citar as Irmãs Franciscanas de Allegany. Elas foram precursoras em várias cidades goianas, como Pires do Rio, Ceres, Porangatu, Cristalândia, Catalão, Goiandira e muitas outras; no Distrito Federal e também no Tocantins, no final da década de 40 e início da década de 50. Uma missão que se expandiu para outras regiões ao longo dos anos. Em Anápolis, elas fazem parte da história da Escola Paroquial Sant’Ana, Santo Antônio e São Francisco de Assis. Não é raro ouvir relatos de ex-alunos que conviveram com as missionárias norte-americanas e, logo em seguida, com as brasileiras.
Em 2026, a Congregação completa 80 anos da chegada das primeiras missionárias, Irmã Marianna McKinlay e Irmã Mary Rosalima O’Neill, ao Brasil. As irmãs partiram de Com origem em Allegany, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, vieram ao país a convite dos frades da Província do Santíssimo Nome de Jesus, que já haviam chegado a Anápolis três anos antes.
Segundo o Frei Carlos Antônio da Silva, ministro provincial da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil e pároco da Paróquia São Francisco de Assis, a vinda das irmãs ocorreu a partir da necessidade de ampliar o atendimento à população. “Os frades buscaram alternativas para atender melhor o povo e convidaram as irmãs para assumir frentes de trabalho, especialmente na educação”, afirmou.
O primeiro destino das irmãs foi o município de Pires do Rio, para trabalhar na Escola Paroquial Sagrado Coração de Jesus, com uma missão voltada para a ação catequética e educativa; e, atualmente, a congregação mantém atuação na área educacional no Tocantins, por meio do Centro Educacional São Francisco de Assis, em Palmas. É importante recordar ainda a atuação das Irmãs Franciscanas de Allegany na criação do Instituto Franciscano de Professoras, que resultou na composição de um acervo de obras, fontes e instruções destinadas à preparação do quadro interno de educadoras e evangelizadoras em Goiás.




