“Foi um tempo muito bom e de muitas amizades”, recorda Irmã Silmei sobre a Escola Paroquial de Sant’Ana.

Com a aproximação da Festa da Padroeira Sant’Ana, celebramos não apenas a fé, mas também as histórias que marcaram gerações. A Escola Paroquial de Sant’Ana faz parte desse legado e permanece viva na memória de ex-alunos, educadores e religiosas que dedicaram parte de suas vidas à missão de educar.

Para a nossa ‘Entrevista do Dia’, convidamos a Irmã Silmei Marques de Azevedo para recordar momentos marcantes de sua trajetória na escola. Professora antes mesmo de ingressar na Congregação das Irmãs Franciscanas de Allegany e, posteriormente, diretora por muitos anos, ela compartilha lembranças, fala sobre o ambiente escolar, a formação cristã dos alunos e revela como foi justamente na Escola Paroquial de Sant’Ana que nasceu sua vocação religiosa. Memórias, gratidão e carinho!

Como a senhora conheceu as Irmãs Franciscanas de Allegany?
Irmã Silmei Azevedo – Conheci quando era professora da Escola Paroquial de Sant’Ana. Foi ali que trabalhei por muitos anos, antes mesmo de entrar para a Congregação. Conviver com as irmãs despertou em mim o desejo de seguir a vida religiosa.

Então a sua vocação nasceu dentro da escola?
Irmã Silmei Azevedo – Sim. Foi convivendo com elas que conheci o jeito franciscano de viver e trabalhar. Gostei muito desse testemunho e senti o chamado de Deus.

A entrada na vida religiosa foi fácil?
Irmã Silmei Azevedo – Não. Eu era filha única e meus pais sofreram bastante com a decisão. Diziam: “Deus só nos deu você”. Mas, depois que entrei para o convento, nasceu minha irmã Ângela. Sempre digo que parece que Deus a enviou para consolar o coração dos meus pais.

Depois da formação nos Estados Unidos, a senhora voltou para Anápolis?
Irmã Silmei Azevedo – Voltei e retornei ao trabalho na Escola Paroquial de Sant’Ana, onde permaneci por muitos anos.

Qual foi a sua principal missão na escola?
Irmã Silmei Azevedo – Fui professora no início, mas passei a maior parte do tempo na direção da escola. Não lembro exatamente quantos anos foram, mas foram muitos anos dedicados à Escola Paroquial de Sant’Ana.

Como era a escola naquela época?
Irmã Silmei Azevedo – Tinha muitos alunos. As famílias confiavam muito nas irmãs e acreditavam no trabalho que realizávamos. Isso sempre foi motivo de muita alegria e também de grande responsabilidade.

O que mais marcou esse período?
Irmã Silmei Azevedo – O relacionamento com as professoras e com os alunos. Como diretora, eu acompanhava de perto toda a equipe. Foi um tempo muito bom e de muitas amizades.

A formação religiosa fazia parte da rotina escolar?
Irmã Silmei Azevedo – Sempre. A dimensão religiosa estava muito presente. Havia aulas de religião em todas as turmas, catequese e celebrações. Como religiosas, queríamos transmitir aos alunos os valores do Evangelho.

O que mais encanta a senhora em São Francisco de Assis?
Irmã Silmei Azevedo – A simplicidade e a pobreza. Sempre me tocou a forma como São Francisco chamava a pobreza de irmã. Procurei transmitir esses valores aos alunos durante toda a minha caminhada.

Qual lembrança guarda da Escola Paroquial de Sant’Ana?
Irmã Silmei Azevedo – Guardo um sentimento muito bom. Foi ali que vivi grande parte da minha missão como educadora, construí amizades e encontrei o caminho da minha vocação religiosa. Tenho muita gratidão por essa história.

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