Espiritualidade Franciscana

Maio

REZANDO COM MARIA E FRANCISCO DE ASSIS

^548B28412000605D0AD4A8703ED32E12E0583199890649A6D8^pimgpsh_fullsize_distrPreparação do ambiente: Imagem de Nossa Senhora, vela, Bíblia…

REFRÃO MEDITATIVO: Ave Maria, Ave Maria…

RECORDAÇÃO DA VIDA: (lembrar os fatos que marcaram a semana)

MOTIVAÇÃO: Na oração de hoje vamos refletir o amor do nosso Pai Francisco por Maria, a Mãe do Senhor. Esse amor nasceu de sua contemplação ao mistério da redenção. Francisco coloca a figura de Maria dentro do contexto da História da Salvação, sobretudo a sua maternidade, a sua relação com a Santíssima Trindade e também, a sua relação com o Espírito Santo.

LEITURA DA Legenda Maior 9,3

“Amava com amor indizível a Mãe do Senhor Jesus, porque tornou o Senhor da majestade irmão nosso, e por ela conseguimos a misericórdia. Confiando principalmente nela, depois de Cristo, constituiu-a advogada sua e dos seus e em sua honra jejuava com toda devoção desde a festa dos Apóstolos Pedro e Paulo até a festa da Assunção. Unira-se por um vínculo de amor inseparável aos espíritos angélicos, que ardem em um fogo marífico para elevar-se até Deus e para inflamar as almas dos eleitos e, por devoção a eles, jejuando por quarenta dias desde a Assunção da Virgem gloriosa, insistia continuamente na oração. (LM 9,3).

CANTO: Maria de Nazaré

Animadora: Pedir para cada irmã partilhar uma virtude que admira em Nossa Senhora

Rezemos com nosso pai Francisco

Salve, ó Senhora, Rainha santa, Mãe Santa de Deus, Ó Maria. Que sois Virgem feita Igreja, E escolhida pelo santíssimo Pai celestial. Que vos consagrou com seu Santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito!

Em vós residiu e reside toda a plenitude da graça. E todo o bem! Salve, ó palácio do Senhor! Salve, ó tabernáculo do Senhor! Salve, ó morada do Senhor! Salve, ó manto do Senhor! Salve, ó serva do Senhor!

Salve, ó Mãe do Senhor. E salve vós todas, ó santas virtudes, derramadas, pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis em fiéis do Senhor!

SALMO 103

REFLEXÃO E PARTILHA

Animadora: Pedir para as irmãs partilharem sua devoção com Maria. Qual o título que a invoca…

Animadora: Cada irmã vai falando dizendo os títulos de Maria e a resposta será: Rogai por nós

Leitura do Evangelho de Lucas 1,39-56

REFLEXÃO E PARTILHA

CANTO: PRIMEIRA CRISTÃ

PRECES ESPONTÂNEAS

PAI NOSSO

AVE MARIA

CANTO FINAL: MARIA DA MINHA INFÂNCIA OU OUTRO…

Junho

Da compaixão para com o Próximo – em São Francisco de Assis

qweBem-aventurado aquele (a) que suporta o próximo na sua fragilidade…

Francisco usa aqui a palavra fragilidade, dando a entender que se trata da fraqueza humana. Pensemos em primeiro lugar nas imperfeições humanas que cada um tem ainda em si e que, quer queira quer não, tornam-se com tanta frequência e de um modo tão sensível manifestas na vida de cada dia.
Por fragilidade entende-se a nossa capacidade de engano, a nossa fraqueza, insuficiência humana, inconstância, enfermidade, etc, que tão dolorosamente encontramos precisamente na vida comum. É então que experimentamos que não somos exatamente uma comunidade de homens e mulheres perfeitos e menos ainda de anjos ou de santos! Mas com esta palavra deixam-se perceber ainda outras atitudes: a inconstância, que hoje quer uma coisa e amanhã outra; as lutas, sob as quais todos têm que sofrer; a dolorosa falta em não perceber a si mesma. Tudo isso são fardos difíceis de levar. Tudo isso é pesado, mas a tudo isto se aplica a palavra: “Levai os fardos uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.” Nisso está a motivação por que devemos agir dessa maneira. Cristo tomou sobre si os nossos fardos e continua a levá-los agora e sempre. Como pecadores, como imperfeitos, como discípulos inconstantes não somos de modo algum para Ele motivo de pura alegria! E, todavia, Ele nos suporta! Ama-nos!Ama-nos até ao extremo!
Compreendemos agora em toda sua profundidade e amplitude a palavra de João: “Caríssimos, se Deus nos amou assim, amemo-nos também nós uns aos outros” (I Jo.2,21). E soa também como um eco a palavra de São Francisco de Assis, quando, já assinalado pela morte, nos exorta que amemos sempre. É preciso que pensemos sempre nisso, quando nos encontramos perante a fragilidade, a insuficiência dos nossos semelhantes. Do ponto de vista prático, verdadeiramente, que será preciso fazer?
Aquilo que experimentamos nos outros como fragilidade, no fundo muitas vezes não é outro coisa que “ser de um modo diferente”. O fato mesmo de o outro ser diferente de nós incomoda-nos. Os seus costumes – não importa que sejam bons ou maus, irritam-nos os nervos. Fere-nos que outros tenham pontos de vista diferentes dos nossos. Eis porque já aqui se torna necessário demolir algum egoísmo. Um provérbio chinês diz: “Perdoar aos outros o seu ser diferente, é o princípio da sabedoria”. Segundo  a palavra da Escritura, é o temor do Senhor que é o princípio da sabedoria( Sl 110,10). Quer dizer que eu temo o senhor; que me ponho em atitude de reverência perante a sua obra, quando perdôo aos outros o fato de serem diferentes; se não levo a mal que sejam assim; se os estimo não obstante o seu ‘serem diferentes.” Numa tal atitude de reverência e estima ser-me-ia  bem mais fácil suportar as suas insuficiências. Se vejo no outro a obra do Criador, mesmo que tal obra seja completamente diferente daquela que sou eu, então uma tal atitude de reverência é verdadeiramente o princípio da sabedoria.
Nesta ordem de idéias há ainda uma exigência de Nosso Seráfico Pai sobre a qual conviria refletir de quando virmos e ouvirmos dizer ou fazer mal ao outro ou blasfemar de Deus, nós bendigamo-lo, façamos o bem e louvemos ao Senhor, que é bendito pelos séculos. (1 Regra c. 17 Op. C. 57). É uma palavra clara. Mostra-nos de modo bem prático como podemos vencer o mal com o bem. Mas mostra-nos também como primeiramente devemos estar prontos a suportar as insuficiências dos outros. Precisamente aqui nos aparecer sob a nova luz que bem-aventurado é o homem, quando suporta o próximo na sua fragilidade, como ele desejaria ser amparado se em circunstâncias semelhantes se encontrasse.

(Texto: tendo como referência – Exortações de Francisco de Assis. P. Caetano Esser – O.F. M.)

Julho

Transitus de Sta. Clara

 

Protagonistas:          São Francisco

                                    Irmão

                                    Sta Clara

                                   Leitores (5)

 

Materiais:                  Espelho com a imagem da Cruz de São Damião colado nele

 

Abertura:

São Francisco entra carregando a Cruz de São Damião enquanto a musica  Doce é sentir é tocada.

 

Francisco e um dos irmãos falam sobre a sua conversão e como estão vivendo as suas vidas. (assuntos para Francisco: ouvindo a voz de Jesus em San Damiano; o encontro com o leproso e vendo Jesus nele; renunciando as suas riquezas; tendo uma comunidade de irmãos partilhando a sua maneira de viver).

 

Sta Clara está na audiencia escutando a conversa, seu rosto refletindo muita alegria. Ela fica de pé e explica a sua conversão à maneira franciscana de viver. (assuntos para Clara: vendo a fé profunda e amor por Deus de sua mãe; vendo os pobres relativos às riquezas de sua própria familia; a experiencia de Domingo de Ramos e saindo pela porta dos mortos da sua casa para encontrar Francisco; fazendo votos para ser a esposa de Cristo).

 

Francisco coloca a Cruz nas mãos dela, que ela abraça e olha com uma atenção intensa.

 

Orientador/a:         Vamos escutar algumas historias sobre a Sta Clara.

 

(Historias contadas sobre a vida dela)

Ir Felipa                      Sou a Ir. Felipa e eu fui a 6ª mulher a me juntar às Damas Pobres. Posso lhes dizer que Clara tinha um coração firme e muitas virtudes e talentos. Ela era humilde, muito devota e carinhosa, amava a Dama da Pobreza e era muito ciente dos sofrimentos das outras pessoas. Ela vivia simplesmente, vestida em uma tunica e um manto de lã. A alegria do Senhor tornou-se a sua vida. Ela foi abençoada muitas vezes com o dom de lágrimas ao receber a Eucaristia.

Irmão Junipério       Quando Clara estava morrendo, eu a consolei, Quando entrei no quarto dela, ela brincalhou comigo, perguntando que brinquedo espiritual eu havia trazido! A conversa continuou de modo similar e deixei a Clara bem consolada.

Irmão Leão               Eu sou o Ir. Leão. Me lembro bem do dia em que pedimos a Francisco deixar a nossa querida irmã Clara vir jantar conosco. Ela sempre pedia, mas ele sempre recusava. Ele finalmente concordou e ela veio para Sta. Maria dos Anjos onde ela havia feito a sua profissão. Francisco falou com tanta alegria sobre Deus durante aquela refeição que todos ficamos encantados … tanto que as pessoas de Assis pensaram que o convento estava em chamas. A presença de Clara conosco nos inspirou a ser alimentados com comida celestial

 

Sarraceno                 Sou um soldado sarraceno, parte do grupo que atacou o Convento. Ao nos aproximar, cheios de ódio, procurando mulheres para atacar, Clara apareceu na porta carregando algo que só depois descobrimos era a Eucaristia. Ela disse às suas irmãs: “O Senhor nos chamou e Ele nos defenderá.” Vendo tanta fé e coragem, fugimos daquele lugar.

Inês de Praga           O meu nome é Inês de Praga, Recebi tantas cartas da minha irmã, especialmente quando ela me pedia olhar o nosso Jesus, de contemplar o Seu amor, de imitar a Sua maneira de ser. Ela me encorajou a olhar no espelho que é Jesus todos os dias para examinar o meu rosto e ver Ele.

 

Orientador/a           O foco final de toda contemplação cristã é sempre Jesus. Clara nos mostra que só podemos conhecer o significado de nossas vidas como seres humanos quando olhamos para a vida de Jesus. Vamos agora meditar em Sua vida ao contemplar a imagem de Jesus no espelho, contemplar como somos chamadas a ser como Jesus e nos comprometer a imitar a vida de Jesus como fez a Santa Clara

 

(Musica apropriada  é tocada enquanto participantes olham no espelho)

Partilha sobre a experiência.

 

Orientador/a          Pouco antes de morrer, a Clara disse:

 

Clara:

Vá em paz, porque tens boa escolta; pois Aquele que lhe criou, previu sua santificação. E, depois que lhe criou, infundiu-lhe o Espírito Santo. E depois lhe guardou como uma mãe cuida do seu filho pequenino. Bendito és, meu Deus, por ter me criado. Amém.

 

Orientador/a:   Bênção de Sta Clara

O Senhor lhe abençoe. Que lhe mostre o Seu rosto e se compadeça de você. Que Ele volte para você a Sua face e lhe dê a paz. Que o Pai Celeste lhe dê esta bênção e que na terra multiplique a sua graça e virtude e no céu lhe glorifique e exalte entre os seus santos e santas. Amém.

 

(Musica apropriada para encerrar o rítuo)